sexta-feira, 2 de junho de 2017

A Geração dos Relacionamentos Efémeros.

Tenho um certo receio desses relacionamentos contemporâneos. Desses "ficar" que na verdade nunca ficam. Que apenas querem suprir as carências sexuais e deixam as emocionais acumuladas. Tenho medo dessas relações superficiais que não se entregam, que não se arriscam e que não se permitem conhecer os defeitos do outro. Isso me dar a impressão de que os sentimentos se tornaram apenas status para as redes sociais. Parece que o amor foi dissolvido junto com a velocidade da tecnologia. É difícil de acreditar na veracidade de uma relação, quando num dia se faz juras de amor e no outro o sentimento acaba, por qualquer discussão ou besteira. Gerando uma competição de quem passa menos tempo na tal "Bad". Ou de quem passa mais tempo para visualizar fotos e mensagens. Ser livre está na moda nessa vida corrida, tornando os contatos afetivos e sociais tão efêmeros.
 No filme Todas as Cores do Amor (Goldfish Memory) retrata esse ciclo viciante de "corações partidos" em busca de relações perfeitas. Com a esperança de serem felizes a cada recomeço de uma nova relação, mesmo que no final seja mais uma decepção.
 Ele retrata bem essa necessidade de viver nessa vida frenética. Que não se tem tempo de conhecer, ouvir ou se deixa ouvir pelo outro. E isso é que causa o vazio e solidão. A falta de interesse na relação e o medo de se mostrar quem realmente é por dentro. De se entregar de corpo e alma. E de mostrar as fraquezas para o outro.
E esse é o meu temor, de que as pessoas percam essa conexão de pensamentos e sentimentos. Que tudo fique tão morno e perca a sua intensidade. De que o amor se torne banal.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Reencontro, as palavras ditas no silêncio de um olhar.

Um olhar diz mais do que qualquer palavra, eu sempre tive a certeza disso. E através dele podemos conversar com o coração. E acredite, em ...